Queda de Cabelo

Por que os meus cabelos caem mais no início do tratamento antiqueda?

Esse efeito é conhecido como Shedding Hair e, apesar de tudo, é um bom sinal, por regularizar o ciclo de crescimento capilar. Continuidade do tratamento é fundamental!

Esse efeito é conhecido como Shedding Hair e, apesar de tudo, é um bom sinal, por regularizar o ciclo de crescimento capilar. Continuidade do tratamento é fundamental.

Quem começa a tratar a alopecia ou eflúvio telógeno, geralmente é alertado por tricologistas ou dermatologistas sobre a acentuação da queda capilar no início do tratamento. Para entender esse processo e saber por qual motivo ocorre o efeito contrário ao esperado no começo da aplicação tópica de um medicamento ou uso de aparelhos com fotobiomodulação, é necessário entender o ciclo de cada fio de cabelo. “Nesse ciclo de vida, há a fase anágena (fase em que o cabelo cresce), fase catágena (fase de regressão, na qual o cabelo morre), e fase telógena (quando o fio de cabelo novo “empurra”  o fio morto e esse cai). Portanto, para um fio novo nascer, um velho deve morrer, afirma a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Afinal, como atua o Shedding Hair?

Chamado de Shedding Hair, esse efeito de acentuação da queda capilar no começo do tratamento pode assustar muitos pacientes. “Shedding Hair significa troca, mudança capilar para uma nova fase. Esse efeito pode acontecer e é aceitável, geralmente ocorre no primeiro mês e dura até três meses, principalmente com uso tópico de minoxidil, porque esse medicamento acelera a queda daqueles fios que já iam cair, ou seja, faz com que os fios que estavam em fase catágena, e entrariam na fase telógena (de queda) em algum momento futuro, já entrem nessa fase telógena antecipadamente”, explica Mabe Gouveia, médica tricologista membro da International Dermatoscopy Society. 

Em qual tipo de tratamento pode ocorrer?

O Shedding Hair pode ser causado por qualquer tipo de tratamento capilar, desde a aplicação tópica de produtos (como o Minoxidil), até a ingestão de substâncias e medicamentos orais (finasterida), como também no tratamento com luzes de LED. “Ocorre em 35% dos pacientes em uso de minoxidil. 

Também é comum modificar o tipo de queda, de forma que o cabelo deixa de cair em mosaico e os fios entram em fase de queda contínua, que é a fase telógena, então todos caem juntos”, acrescenta a tricologista. De acordo com a tricologista, o Shedding Hair pode ocorrer também só pelo impacto do início do tratamento capilar, como a fotobiomodulação (LEDterapia).

Mas longe de significar um problema sério, o efeito de Shedding Hair demonstra que o seu organismo está se regularizando para a renovação capilar, já que depois dessa regularização o cabelo volta a crescer normalmente. “Depois de um tempo de tratamento contínuo e orientado pelo médico, os fios estarão sincronizados em fase anágena, que é a de crescimento, e ficam nesse estágio em tempo prolongado”, afirma a Dra. Mabe.

Apesar do fenômeno provocar angústia logo no início do tratamento –quando os pacientes estão mais esperançosos por resultados – é importante permanecer com os cuidados prescritos pelo médico para que o cabelo volte a crescer. “É importante o uso contínuo e orientado, já que o minoxidil, por exemplo, pode, além de dar um efeito shedding hair inicial em alguns casos, também promover um efeito rebote se for retirado, ou seja, se o paciente parar de usar o cabelo pode cair mais do que antes”, afirma a Dra. Mabe. “Por isso, é importante manter a sua utilização com orientações pelo médico tricologista, pois como os fios estavam na fase anágena prolongada, com a pausa repentina podem voltar todos a ressincronizarem em fase telógena”, diz.

Saiba como a LEDterapia age no Shedding Hair

Devo para de fazer o tratamento com a LEDterapia?

No caso de tratamentos com LEDterapia, como o Capellux, esse efeito pode ocorrer bem no começo do tratamento, conforme artigo* publicado em dezembro no periódico Lasers in Medical Science. “Mas o tratamento deve ser continuado, uma vez que a fototerapia capilar (ou fotobiomodulação) age diretamente na mitocôndria produzindo mais ATP, que é a energia celular. Com isso, há o estímulo necessário para o surgimento de novos fios nos folículos que ainda não atrofiaram”, diz o Dr. Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. No caso raro do Shedding Hair durar mais de três meses, a consulta com um especialista é fundamental.

Como age o Capellux

Utilizando a tecnologia Low Light Level Therapy (Terapia de Luz com Baixa Potência), o Capellux utiliza LEDs vermelhos (no comprimento de onda de 660 nanômetros) para aumentar a quantidade de cabelos, espessar os fios e prolongar a fase de crescimento dos fios. São dois tipos de dispositivos: o boné Capellux e o capacete Capellux i9. “O efeito esperado é o de aumento do número de fios no couro cabeludo, além de ser um auxílio na penetração das loções prescritas pelo dermatologista”, afirma a Dra. Kédima Nassif, tricologista. Quanto ao modo de uso, o boné Capellux deve ser usado diariamente por 12 minutos, enquanto o capacete Capellux i9 tem uso diário de sete minutos.

FONTES:

  • DR. JARDIS VOLPE – Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.
  • DRA. KÉDIMA NASSIF – Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia (Grupo Dra. Aline Donati), transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser (Grupo Dra. Bruna Bravo Félix) pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br
  • DRA. MABE GOUVEIA – Dermatologista e tricologista da Clínica Valéria Marcondes. Graduada em Medicina pelas Universidade de Uberaba, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica e Membro da International Dermatoscopy Society.
  • DRA. PAOLA POMERANTZEFF – Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade
    de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

    * https://link.springer.com/article/10.1007/s10103-018-02699-9

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