Queda de Cabelo

Entenda o que é e como pode ser tratada a condição que causa calvície em mulheres

Apesar de ser mais comum em homens, a alopecia androgenética atinge cerca de 5% da população feminina no Brasil. Mas a boa notícia é que a doença, que causa a queda dos fios, pode ser controlada através de medicamentos tópicos e orais e o uso domiciliar de LEDs que auxiliam no crescimento capilar.

A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície,
é uma doença relativamente frequente na população, atingindo mais de 2
milhões de pessoas por ano no Brasil, principalmente os homens. Porém,
engana-se quem acredita que o público masculino é o único que enfrenta a
condição, já que, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 5%
das mulheres brasileiras também sofrem com a alopecia.

“Caracterizada pela perda parcial ou completa dos fios de cabelos, a alopecia androgenética, que é mais frequente nos homens devido à maior quantidade de testosterona circulante no organismo, possui as mesmas causas em ambos os gêneros, estando ligada principalmente a fatores genéticos e hormonais, em especial a sensibilidade à testosterona, hormônio sexual masculino”, explica a Dra. Flávia Betini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology.

Enquanto nos homens a alopecia androgenética geralmente afeta apenas a
parte frontal e a coroa do couro cabeludo, poupando as áreas laterais e
posterior, nas mulheres há um quadro de rarefação difusa dos pelos, com
falhas em algumas regiões, sendo que os fios também se tornam mais finos – apesar de muito raramente elas chegarem à calvície total. “Diferente do quadro masculino, em que a calvície começa na linha frontal, subindo para a região parietal, com formação de entradas e o paciente vai perdendo cabelo e expondo a coroa do frade, a mulher vai tendo uma rarefação frontal, mas principalmente na linha média capilar.

Se a gente fizer uma risca ao meio, nós vamos observar uma rarefação difusa onde o couro cabeludo começa a se tornar evidente em toda essa região. Então a linha de implantação capilar vai subindo, ficando mais alta, e o cabelo vai ficando mais ralo, mais rarefeito em toda a região da área central do couro cabeludo a partir da linha média em direção às laterais”, detalha a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Esse problema pode ser identificado quando a quantidade diária de fios caindo é superior a 100, sendo que estes ainda não estão totalmente crescidos e são menores do que os que restam na cabeça. “Além da queda dos cabelos, na alopecia androgenética ocorre a atrofia dos folículos pilosos e a miniaturização dos fios, que com o tempo não crescem mais do que um pelo”, afirma a dermatologista Dra. Flávia.

Como esse é um problema de padrão genético, a dermatologista Dra. Claudia Marçal orienta que, quando uma paciente do sexo feminino sabe que tem histórico de calvície genética, ela deve procurar um dermatologista ou tricologista. “Ela deve começar a se preocupar, desde a pós-puberdade,
normalmente os casos mais agressivos e mais agudos começam na fase
quando a menina entra na menarca, tem a primeira menstruação e vai havendo uma mudança na qualidade do fio do cabelo, que vai ficando mais fino, mais miniaturizado, com deficiência de crescimento, com um quadro onde ela percebe uma queda constante”, afirma.

De acordo com a médica Dra. Flávia Betini, por estar diretamente ligada a
fatores hereditários, a alopecia androgenética não pode ser prevenida, mas é possível retardar e controlar a condição através de suplementação, realização de sessões de lasers e o uso de medicamentos orais, como bloqueadores de hormônios, e tópicos, como o Minoxidil. “Já quanto ao tratamento, este pode variar de acordo com a gravidade da queda capilar, podendo incluir a suplementação de polivitamínicos, oligoelementos e fatores de crescimento e o uso de medicamentos vasodilatadores, antiandrógenos, anticoncepcionais e inibidores de di-hidrotestosterona”, completa a Dra. Flávia.

Além disso, podem ser feitas sessões de microagulhamento no couro cabeludo seguidas da aplicação de medicamentos como o Minoxidil e, em casos mais graves, é possível optar também por um transplante capilar. Porém, é preciso entender que a doença não tem cura definitiva, logo o tratamento deve ser contínuo e
com uma rotina de cuidados regrada para que haja uma melhora significativa.

Além dos métodos citados acima, é possível também utilizar, tanto para o
tratamento quanto para retardar o aparecimento da condição, equipamentos de uso domiciliar baseados na fotobiomodulação, como o Capellux I9 da Cosmedical, que tem a capacidade de transformar a energia da luz dos LEDs em efeito fisiológico, com cada comprimento de onda atuando em cromóforos específicos (alvos) e gerando respostas terapêuticas.

“O equipamento estimula as células tronco e a produção de fatores de crescimento e promove uma vasodilatação nas veias capilares que irrigam o folículo piloso, aumentando, consequentemente, a produção de ATP (energia) das células. Com isso, o aparelho estimula o surgimento de novos fios nos folículos que ainda não atrofiaram, além de diminuir a quantidade de cabelos que caem diariamente”, destaca a Dra. Flávia. Quanto ao modo de uso, o capacete Capellux i9 deve ser utilizado todos os dias durante sete minutos.

Fontes:
Dra. Flávia Betini – Dermatologista graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Petrópolis FMP – RJ; especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; membro da American Academy of Dermatology.

Dra. Claudia Marçal – É médica dermatologista, membro da Sociedade
Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology
(AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

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