Queda de Cabelo

Alopecia androgenética: diagnóstico, causas e tratamentos

Tire as suas dúvidas sobre essa doença que é temida por homens e mulheres.

Dizem que é dos carecas que elas gostam mais, porém nem sempre esse ditado é levado ao pé da letra e muitos homens têm problemas de baixa autoestima e se sentem mal por conta de não ter fios de cabelo. A alopecia androgenética é uma doença que popularmente é conhecida pelas pessoas como calvície. Trata-se de uma condição que afeta principalmente os homens, mas que também pode acometer as mulheres, em algumas situações.

A presença mais frequente em pessoas do sexo masculino se dá porque a alopecia androgenética está diretamente ligada com a presença em excesso da testosterona, o hormônio sexual masculino. Porém, embora as taxas sejam bem menores, as mulheres também produzem esse hormônio e, por isso, podem desenvolver a calvície ou queda de cabelo.

Antes de falar sobre a calvície propriamente dita, é importante esclarecermos como funciona o ciclo de vida dos fios de cabelo, que é marcado por três fases: o crescimento, o repouso e a queda.

Assim, cerca de 90% dos nossos cabelos estão na fase de crescimento. Quando eles param de crescer, entram em um período de repouso e depois caem. De tal modo, um novo fio começa a crescer no lugar do que caiu.

Por consequência disso, é natural que as pessoas percam entre 50 e 100 fios de cabelos diariamente. Tudo que exceder a isso, pode ser considerado patológico e necessita de tratamento médico para que pare de acontecer.

A nível de curiosidade apenas, a duração média de vida de um fio de cabelo, desde o momento em que ele nasce, até cair, em condições normais, é de dois anos.

Para esclarecer as suas dúvidas sobre a alopecia androgenética, desenvolvemos este post. Nos tópicos a seguir, vamos explicar o que acontece quando ocorre a alopecia androgenética, como fazer o diagnóstico da doença, as suas principais causas, as principais formas de tratamento e se é possível viver com a alopecia androgenética.

Para ficar muito bem informado sobre esses assuntos, acompanhe o nosso post, nos tópicos a seguir.Mulher com queda de cabelo, vendo os cabelos na escova

O que acontece quando ocorre a alopecia androgenética?

A alopecia androgenética apresenta sintomas diferentes em homens e mulheres. Por isso, vamos falar individualmente sobre eles. Acompanhe!

Sinais da alopecia androgenética nos homens

Os primeiros sinais da alopecia androgenética nos homens pode aparecer entre os 17 e os 23 anos de idade.

Nessa época da vida, os cabelos não caem de forma contínua, mas sim gradativa, muito por conta dos genes herdados dos pais, que já podem ter esse problema. Os tratamentos precisam ser bastante intensos para que haja uma reação esperada nessa fase, pois se trata de um período em que há muita produção hormonal.

No início, as quedas de cabelo acontecem mais perto da testa, gerando as famosas “entradas” na cabeça. Com o passar do tempo, o cabelo vai caindo mais no meio da cabeça, formando um círculo sem cabelo, que popularmente é conhecido como “coroinha de padre”, por ser semelhante ao acessório utilizado pelos sacerdotes.

A maioria dos homens com esse problema segue tendo quedas de cabelo, de modo que apenas os fios que se concentram nas laterais e atrás da cabeça permanecem.

Nos casos em que os sinais da alopecia começam a aparecer mais tarde, entre os 25 e 30 anos, é mais fácil que os homens respondam melhor ao tratamento, uma vez que eles seguem produzindo testosterona, mas sem a mesma intensidade exagerada da adolescência e início da vida adulta.

Apesar disso, é bem provável que após os 50 anos de idade, todos os homens que têm predisposição a desenvolver a alopecia androgenética apresentem uma perda anormal de cabelos, de modo que o tratamento precisa ser feito o quanto antes para evitar que isso aconteça.Fases de queda referente a alopecia androgenética

Sinais da alopecia androgenética nas mulheres

Nas mulheres, a alopecia androgenética costuma acontecer bem mais tarde do que nos homens, que conforme vimos, apresentam os primeiros sinais ainda na adolescência. Isso porque, além da testosterona, as mulheres também produzem estrogênio e outros hormônios sexuais femininos, que equilibram os efeitos do hormônio masculino.

Assim, os sinais da alopecia começam a aparecer apenas entre os 45 e 50 anos, quando ocorre a menopausa. Nessa época, as mulheres deixam de produzir os hormônios femininos, dando margem para que a testosterona faça com que o cabelo caia. Além disso, outros fatores como a ansiedade e o estresse podem contribuir para que o cabelo caia.Aprenda a fazer o diagnóstico da alopecia androgenética

Como fazer o diagnóstico correto dessa doença?

O diagnóstico da alopecia androgenética é feito por meio da observação do próprio paciente e pessoas de seu convívio, que podem perceber a queda exagerada de cabelo. Dois fatores principais precisam ser considerados. São eles, os seguintes:

Perda lenta e gradual dos cabelos

Conforme explicamos, os homens podem ter a perda lenta gradual dos cabelos ainda no final da adolescência. Assim, é preciso observar esse problema e, se perceber que ele existe, procurar um médico dermatologista.

Mulheres com o ovário policístico

Diagnosticar se realmente se trata de alopecia androgenética, por meio de exames, e assim propor o tratamento mais adequado.

A chamada síndrome dos ovários policísticos é uma doença que afeta entre 5% e 10% das mulheres em idade fértil. Essa patologia tem sintomas que incluem a menstruação irregular, ganho de peso, maior propensão à diabetes, maior oleosidade da pele e dos cabelos, acne e a queda de cabelo.

Quais são as causas da alopecia androgenética?

A alopecia androgenética pode ocorrer por conta de diversas causas. Na sequência, explicaremos detalhes de cada uma delas. Veja!

Hereditariedade

A alopecia androgenética é uma condição hereditária, ou seja, que pode ser passada de pai para filho. Portanto, é comum que as pessoas cujos pais tenham essa condição, também a desenvolvam com o passar do tempo.

Uma curiosidade é que o cromossomo hereditário da alopecia nem sempre é de via paterna, mas sim materna. Desse modo, um homem que tem queda exagerada de cabelo, nem sempre deve ter apenas o pai como referência hereditária, mas também o avô paterno. Isso porque, ele pode ter herdado essa genética não do seu pai, mas sim de sua mãe.

Hormônio masculino

A testosterona, o principal hormônio masculino, é uma das principais causas da queda de cabelo. Isso porque, ao atingir a raiz dos cabelos, esse hormônio sofre a ação de uma enzima. De tal modo, como consequência dessa reação, surgem substâncias que podem reduzir a velocidade de multiplicação das células ou até mesmo provocar a sua morte.

Tudo isso faz com que o cabelo fique mais fino e o seu crescimento mais vagaroso. Apesar de o hormônio masculino ser o principal fator da calvície, de acordo com o explicado anteriormente, mulheres também podem ter esse problema, principalmente na menopausa.

Oleosidade

A queda de cabelo excessiva também pode estar associada à oleosidade, pois essa condição possibilita uma maior facilidade para a proliferação de fungos, coceiras e a descamação do couro cabeludo. Tudo isso prejudica os fios e faz com que o cabelo cresça mais facilmente.

Diversas podem ser as causas da oleosidade do cabelo, sendo até mesmo uma característica do indivíduo. Por isso, quem tem o cabelo muito oleoso, precisa usar shampoos, cremes e outros tipos de produtos que contribuam para a diminuição da oleosidade.

Produtos químicos

O excesso de produtos químicos nos cabelos, como as tinturas, substâncias para fazer alisamentos, descolorantes, entre outros podem enfraquecer os fios. Assim, é preciso ter certos cuidados para evitar que esses cosméticos causem a queda de cabelo.

O ideal é sempre espaçar bem o uso desses produtos, evitando que o excesso de química faça com que os cabelos caiam. No caso das pessoas que têm cabelos compridos e fazem penteados que prendem os fios com força, como tranças e rabos de cavalo, esse cuidado deve ser ainda maior.

Afinal, ao puxar o cabelo, você estará estimulando ele a cair e já estiver enfraquecido com produtos químicos, isso acontecerá ainda mais facilmente.

Má alimentação

A queda de cabelo também pode acontecer por conta da falta de ferro no corpo e isso ocorre quando não se tem uma alimentação saudável. Por isso, dietas de emagrecimento muito restritivas podem ajudar no desenvolvimento da alopecia e devem ser evitadas.

O ideal é que você siga uma dieta com alimentos ricos em ferro, como carnes vermelhas, fígado e feijão. Também pode ser consumida, com supervisão de um médico ou nutricionista, uma suplementação alimentar com minerais e vitaminas E e do complexo B.

Estresse

O estresse desenvolve no corpo uma substância chamada estriol. Entre outras situações, essa substância coíbe o ingresso de nutrientes nos bulbos capilares e proporciona o enfraquecimento dos fios de cabelo.

O uso de calmantes naturais, como chás pode ser uma solução para pessoas estressadas. Em alguns casos, também se recomenda a consulta com médicos psiquiatras e psicólogos para tratar esse problema.

Medicamentos

Alguns tipos de medicamentos, como os antidepressivos, anfetaminas e remédios para tratamento contra a acne podem fazer com que a alopecia se desenvolva como um efeito colateral.

Quando isso acontece, é imprescindível falar com o médico que receitou o uso desses remédios e assim ajustar a dosagem ou fazer a substituição das substâncias, para evitar que as quedas se tornem um problema maior. Nunca compre remédios para calvície antes de ler esse artigo!

Descubra os tratamentos corretos para a alopecia androgenéticaComo tratar a alopecia androgenética?

Agora que você já sabe o que é a alopecia androgenética, quais são os seus sintomas e as suas causas, deve estar se preocupando em saber como tratar essa doença.

Para isso, existem uma série de tratamentos que podem ser realizados, os quais explicaremos na sequência. Confira!

Tratamentos sistêmicos

Os tratamentos sistêmicos para a alopecia androgenética ocorrem, principalmente, com o uso de dois medicamentos, a finasterida e a dutasterida.

Finasterida

A finasterida é um remédio em formato de comprimido que atua no couro cabeludo, bloqueando a ação da enzima 5-alfa-redutase, que é a responsável por transformar a testosterona em DHIT, a substância que faz com que os fios fiquem mais finos e fáceis de cair.

Apesar de o seu uso ser bem comum, nem sempre a finasterida é recomendada para o tratamento da alopecia androgenética, pois cada caso é um caso e deve ser avaliado isoladamente por um médico de confiança.

Dutasterida

Similar a finasterida, a dutasterida é outra substância que pode ser utilizada para o tratamento da calvície. Esse medicamento também bloqueia a enzima 5-alfa-redutase.

Segundo um estudo publicado no Journal of American Academy of Dermatology, a dutasterida tem uma ação mais eficaz do que a finasterida, podendo abaixar até 92% da DHIT nas pessoas.

Por isso, geralmente a dutasterida é indicada para casos mais graves, porém seu uso também só pode ser feito com prescrição médica.

Antagonista dos receptores androgenéticos

Os receptores androgenéticos também são medicamentos que podem ser manipulados e contribuem para o bloqueio de substâncias que causam a calvície. Em alguns casos, eles podem ser recomendados pelos médicos dermatologistas.

Tratamentos tópicos

Os tratamentos tópicos são feitos por meio de medicamentos aplicados no local, ou seja, diretamente nos cabelos, podendo ser encontrados em forma de cremes ou shampoos. O minoxidil e o cetoconazol são os principais deles.

Minoxidil

O minoxidil é um medicamento que atua como vasodilatador. Desse modo, ao ser aplicado no couro cabeludo, ele melhora a circulação sanguínea no local, fornecendo mais fôlego para a raiz dos cabelos, evitando assim a queda e proporcionando também o crescimento de novos fios.

Além do uso para os cabelos, o minoxidil também é muito utilizado por homens que têm falhas na barba e desejam que os pelos cresçam de maneira mais uniforme no rosto.

Cetoconazol

O cetoconazol é um remédio antifúngico, recomendado, portanto, para as situações em que a queda de cabelo ocorre por conta de fungos no couro cabeludo.

Além da versão tópica, geralmente em forma de creme ou pomada, o cetoconazol também pode ser encontrado em comprimidos.

Tratamentos cirúrgicos

Para casos mais graves e extremos, existem opções de fazer tratamentos cirúrgicos para a alopecia androgenética. É o caso dos transplantes, implantes, redução do couro cabeludo e prótese capilar. Siga a leitura e saiba mais sobre cada um deles.

Transplante

No caso do transplante capilar, são retirados folículos capilares de uma área doadora, que precisa ser mais densa e cheia de cabelos e implantados no local onde ocorre a calvície.

Vale ressaltar que o transplante é feito sempre com folículos da mesma pessoa. Não existe ainda a possibilidade de fazer o transplante capilar por meio de doadores, como ocorre com esse procedimento em outras áreas do corpo.

Implante

Os implantes, apesar de muitos pensarem se tratar de um sinônimo para transplante, tem outro significado. Nesse caso, não são aplicados folículos capilares naturais no paciente, mas sim artificiais, para que o cabelo cresça.

Redução do couro cabeludo

A redução do couro cabeludo é um procedimento realizado por cirurgiões plásticos, em que é diminuída a área calva, substituindo tecidos do meio da cabeça pelos existentes nas áreas laterais e traseira.

Assim, o cirurgião retira o tecido careca e “espicha” o restante do couro cabeludo, de modo que toda a cabeça fique coberta pelos fios de cabelo.

Prótese capilar

A prótese capilar é uma solução rápida e prática para quem é careca e deseja ter cabelos de forma imediata. Existem diversos modelos de prótese capilar masculina e feminina, que oferecem efeitos estéticos bastante naturais.

Trata-se de uma peça confeccionada com cabelo artificial ou natural, que são afixados em uma tela ou película fina, que é aderida à pele. Apesar de ser um procedimento mais barato e simples que outros, o uso de prótese capilar é temporário e as peças devem ser trocadas de tempo em tempo.Descubra o melhor tratamento para alopecia androgenética

Fotobiomodulação

A fotobiomodulação, também conhecida como LEDterapia é uma técnica em que os raios emitidos pela luz de LED fazem com que as pessoas aumentem a produção de fatores do crescimento capilar e a proliferação celular no couro cabeludo.

Esse tratamento caseiro pode ser feito por qualquer pessoa, utilizando um boné de LED, que é ligado em uma tomada, em sessões de cerca de 12 minutos.

Os resultados aparentes são vistos logo nos primeiros 15 dias de uso diário. Após 3 meses já são nítidos os efeitos. 

É possível viver com alopecia androgenética?

A alopecia androgenética não é uma doença que cause outros problemas além do estético, por isso conviver com ela é possível. Apesar disso, muitas pessoas se sentem mal, pouco bonitas e têm problemas com os índices de autoestima ao assumir essa condição.

É por isso que viver com a alopecia androgenética, embora seja possível, nem sempre é recomendado. Por isso, procure um médico e pesquise mais sobre as opções de tratamento que apresentamos, caso esse problema esteja lhe causando incômodos.

Esperamos que possamos ter tirado as suas dúvidas sobre o diagnóstico, causas e tratamentos da alopecia. Obrigado pela leitura e conheça o nosso e-book sobre queda capilar.

Até a próxima 😀

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