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Alopecia cicatricial: queda de cabelo pode ser irreversível?

Alopecia cicatricial: queda de cabelo pode ser irreversível?

Você já ouviu falar de alopecia cicatricial? Esse é um tipo raro de queda de cabelo causada por doenças ou fatores originários, que podem levar à perda permanente dos cabelos em homens ou mulheres de qualquer idade. A queda ocorre progressivamente e pode demorar meses ou até mesmo anos para ser notada. Quando diagnosticada logo nos primeiros sintomas, é possível uma reversão do caso e recuperação dos fios.

O couro cabeludo é repleto de estruturas responsáveis pela produção dos fios de cabelo e substâncias oleosas, os chamados folículos pilossebáceos. Quando ocorre algum dano ou destruição dessas estruturas, o crescimento do cabelo é interrompido, os fios caem e podem surgir cicatrizes no local da queda.

Quais são os sintomas

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam de acordo com cada paciente e os casos que dão origem à doença. O sintoma principal é perceptível em todos os casos, a queda de cabelo de forma permanente. Mas podem surgir outros sintomas como coceira, vermelhidão, dor local ou inflamação nas áreas afetadas.

A alopecia cicatricial é dividida em primária e secundária, sendo classificadas de acordo com a origem do problema.

Origem Primária

O tipo primário da alopecia cicatricial, é classificado quando a queda tem origem endócrina, como processos inflamatórios, infecciosos, doenças autoimunes ou problemas congênitos que podem levar os folículos pilossebáceos à morte.

As doenças que podem estar envolvidas na origem primária são muitas e podem ser classificadas de acordo com as seguintes causas:

  • alopecia central centrífuga
  • alopecia frontal fibrosante
  • foliculite dissecante do couro cabeludo
  • dermatose pustular erosiva
  • foliculite em tufos, decalvante ou queloidiana
  • líquen plano pilar
  • lúpus eritematoso discóide
  • pseudopelada de Brocq

Origem Secundária

O tipo secundário da alopecia cicatricial, é classificada quando há fatores externos e lesionam ou destroem por completo os folículos que dão origem aos fios. As causas podem ser produtos químicos, tração repetida no couro cabeludo (puxões de cabelo ou “rabo de cavalo” muito apertado), queimaduras, infecções, micoses, traumas ou genodermatoses (doença rara de origem genética).

Alopecia cicatricial fibrosante

A alopecia cicatricial fibrosante é uma das variações de uma doença inflamatória crônica, chamada de líquen plano pilar.

Esse tipo de inflamação, causada por linfócitos, pode ocorrer na pele, mucosas, unhas ou couro cabeludo e trazer bastante incômodo e problemas emocionais para o paciente. Quando ela ocorre nos folículos pilosos, têm como consequência a cicatrização do local. Surge ali, um tecido fibroso, que deixa a pele com um aspecto mais liso e que faz com que o cabelo caia e não volte a nascer.

Acomete, principalmente, mulheres após a menopausa, podendo causar a perda total da sobrancelha e falhas nos cabelos. Nos homens, pode comprometer, principalmente, a barba e couro cabeludo.

Quando a alopecia cicatricial se torna irreversível?

Quando a alopecia cicatricial se torna irreversível?

A doença se torna irreversível quando há uma destruição dos folículos pilossebáceos, como nos casos mais avançados de doenças, queimaduras ou cicatrizes. Nos casos mais extremos, é necessário a redução do couro cabeludo, implante capilar ou uso de próteses após o tratamento.

É importante diagnosticar e tratar a doença quanto antes, para que ela não se torne irreversível. O paciente deve sempre procurar um dermatologista para fazer as análises necessárias do local e diagnosticar o seu caso específico, para não ser confundido com a alopecia areata.

Qual o tratamento para alopecia cicatricial?

Qual o tratamento para alopecia cicatricial?

O tratamento varia de acordo com o caso e, geralmente, é feito a longo prazo até interromper totalmente o avanço da queda de cabelo. Infelizmente, nenhum dos tratamentos disponíveis podem recuperar os folículos que foram totalmente danificados ou evitar a reincidência. Caso os sintomas voltem a aparecer, será necessário que o paciente reinicie o tratamento.

Nos casos provocados por linfócitos, o tratamento pode ser feito com anti-inflamatórios ou corticosteróides aplicados através de loções tópicas, injeções ou de forma oral, com comprimidos.

Quando a alopecia cicatricial é causada por fungos ou bactérias é necessária a administração de antibióticos orais e tratamentos tópicos no local da queda.

No caso da foliculite dissecante, que é causada pela obstrução dos folículos pilossebáceos é usada a isotretinoína associada a antibióticos orais. O tratamento dura aproximadamente 4 meses e após a desobstrução são utilizadas loções.

É importante permanecer sempre atento às possíveis alterações do seu quadro. Além disso, é interessante a adoção de tratamentos alternativos e complementares para a manutenção dos fios restantes, um desses tratamentos pode ser a fotobiomodulação.

 

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